Pular para o conteúdo
Categoria: Investimentos8 min de leitura

Economista Sincero lidera ranking dos maiores influenciadores de finanças do Brasil

Por Equipe 360CRED ·

Economista Sincero lidera ranking da Anbima como maior influenciador de finanças do Brasil; estudo revela crescimento de novos perfis.

A oitava edição do relatório FInfluence, produzido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD), mostra que o cenário dos influenciadores de finanças no Brasil segue em ampla expansão. O destaque desta edição foi a retomada da liderança por Charles Mendlowicz, mais conhecido como Economista Sincero, que voltou ao topo do ranking geral após duas edições consecutivas na segunda posição. O levantamento, que analisou centenas de perfis em múltiplas plataformas, reforça um movimento maior: a consolidação dos chamados finfluencers como agentes relevantes na formação financeira de milhões de brasileiros, ao lado de veículos de imprensa especializados e instituições tradicionais.

A liderança de Charles Mendlowicz e os nomes consolidados

Após dois ciclos ocupando a segunda posição, o Economista Sincero retomou a liderança geral do ranking, demonstrando força e consistência em sua presença digital ao longo do período analisado. Ele é seguido por outros nomes já estabelecidos no setor, como Bruno Perini, à frente do canal Você MAIS Rico, e Thiago Guitián Reis, que mantiveram relevância nas principais plataformas mesmo diante da chegada de novos concorrentes. Essa permanência no topo sugere que, apesar da entrada constante de novos criadores de conteúdo, credibilidade acumulada ao longo de anos e consistência de publicação continuam sendo fatores decisivos para se manter entre os primeiros colocados do setor financeiro digital.

Estreantes no top 10 sinalizam renovação do setor

A lista também trouxe novidades importantes, com a inclusão de estreantes no top 10, como Thiago Godoy e Renato Breia, marcando a ascensão de novos perfis dentro do ecossistema financeiro digital brasileiro. Esse movimento indica uma maior diversidade de vozes e de formatos de conteúdo sendo valorizados pelo público, que já não se limita a acompanhar apenas os nomes historicamente mais conhecidos. A renovação constante do ranking também reflete a rapidez com que novos formatos, como vídeos curtos e conteúdos interativos, conseguem alcançar audiências relevantes em pouco tempo, alterando o equilíbrio de forças entre os criadores estabelecidos e os emergentes.

Crescimento percentual expressivo entre os influenciadores

O relatório analisou também o crescimento percentual dos influenciadores pessoa física ao longo do último ano, revelando números expressivos em diferentes faixas de tamanho de audiência. Entre os perfis grandes, o destaque absoluto foi Thiago Godoy, com avanço de 1.287% no período. Já entre os gigantes do setor, Matheus Nogueira cresceu 478,3%, mostrando que ainda há espaço significativo para expansão mesmo entre perfis já consolidados e com base de seguidores considerável. Esses números indicam que o mercado de conteúdo financeiro está longe da maturidade plena, com margem relevante para novos entrantes conquistarem espaço rapidamente quando produzem conteúdo diferenciado.

Perfis médios e pequenos também se destacam

Nos perfis de porte médio, nomes como Daniel Nunes Haddad e Casta Crypto se destacaram com aumentos superiores a 150% no período avaliado pelo estudo. Já na categoria dos pequenos criadores, perfis como Gaincast, Ela Investe e Mirai Investing apresentaram taxas de crescimento acima de 100%, reforçando o dinamismo do setor e a receptividade do público a novas abordagens e vozes. Esses dados mostram que a audiência brasileira segue aberta a novas referências em educação financeira, principalmente quando esses criadores conseguem se comunicar com clareza e apresentar conteúdo relevante, adaptado a diferentes plataformas e formatos de consumo.

Instagram e YouTube seguem como principais canais

A pesquisa destaca que Instagram e YouTube continuam sendo os canais mais relevantes para a atuação dos finfluencers no Brasil. Enquanto o Instagram é valorizado pela facilidade de conexão e compartilhamento rápido de conteúdo, o YouTube se mantém como líder em engajamento, com média de quase 10 mil interações por publicação entre os influenciadores pessoa física analisados. O formato audiovisual tem se mostrado essencial para transmitir conteúdo financeiro de forma didática, aproximando o público de temas muitas vezes considerados complexos, como investimentos, planejamento de aposentadoria e finanças comportamentais, favorecendo a compreensão por parte de audiências com diferentes níveis de conhecimento prévio sobre o assunto.

Volume de conteúdo e profissionalização do setor

Com mais de 394 mil postagens analisadas na edição mais recente do relatório, o levantamento evidencia o alto volume de produção de conteúdo financeiro no país e a consolidação de um ecossistema cada vez mais profissionalizado. Nesse ambiente, credibilidade, consistência de publicação e ética no compartilhamento de informações têm se tornado diferenciais cada vez mais relevantes para conquistar e manter audiência ao longo do tempo. A análise qualitativa inédita promovida pela Anbima também buscou garantir a idoneidade dos perfis avaliados, um esforço que fortalece a confiança tanto do público quanto do próprio mercado financeiro na figura desses criadores de conteúdo.

InfoMoney lidera entre os perfis corporativos

Além dos influenciadores pessoa física, o relatório trouxe dados sobre os canais corporativos mais influentes do país no segmento financeiro. O InfoMoney aparece como líder absoluto entre as empresas, ocupando o primeiro lugar nas quatro principais plataformas analisadas: Instagram, YouTube, Facebook e X, antigo Twitter. O veículo divide o pódio com outras marcas relevantes, como Valor Econômico e IstoÉ Dinheiro, que também figuram entre os cinco primeiros colocados nessa categoria. A presença constante dessas instituições demonstra a força do jornalismo especializado e seu papel de apoio à educação financeira da população, complementando o trabalho realizado pelos influenciadores individuais com análises mais técnicas.

Predominância de perfis pessoa física no ecossistema

De acordo com o estudo, 77,8% dos 741 influenciadores analisados são pessoas físicas, o que mostra a predominância da produção de conteúdo independente dentro do ecossistema financeiro digital brasileiro. A média de interações por publicação chega a quase 3 mil, demonstrando o envolvimento do público com temas como investimentos, orçamento pessoal, aposentadoria e finanças comportamentais. O conteúdo educativo passou a ocupar papel central nas redes sociais, especialmente em períodos de instabilidade econômica, quando a busca por informação sobre planejamento financeiro tende a aumentar entre diferentes perfis de público, de iniciantes a investidores mais experientes.

O que o crescimento do setor representa para o público

O relatório reforça que os influenciadores de finanças se tornaram agentes essenciais na formação de uma sociedade mais consciente e preparada para lidar com o dinheiro no dia a dia. A tendência apontada pelos dados é que o setor continue crescendo e se profissionalizando, com maior exigência por transparência e responsabilidade no compartilhamento de informações financeiras. Para quem consome esse tipo de conteúdo, o cenário reforça a importância de diversificar as fontes de informação, comparar diferentes visões sobre um mesmo tema e, sempre que possível, buscar confirmação em fontes oficiais antes de tomar decisões financeiras importantes com base em conteúdo de redes sociais.

Como avaliar a qualidade de um influenciador financeiro

Diante da quantidade crescente de perfis dedicados a finanças, alguns critérios ajudam o público a separar conteúdo educativo de promessas exageradas. Vale observar se o criador explica os riscos junto com os potenciais ganhos, se apresenta credenciais ou formação relacionada ao mercado financeiro, e se evita prometer retornos garantidos, algo que profissionais sérios raramente fazem. Perfis que divulgam parcerias comerciais de forma clara, sem confundir publicidade com recomendação isenta, tendem a ser mais transparentes. Acompanhar mais de um criador, com estilos e abordagens diferentes, também ajuda a formar uma visão mais equilibrada sobre temas complexos, em vez de depender de uma única fonte de informação para decisões financeiras importantes.

O papel dos formatos curtos na disseminação de conteúdo financeiro

Além dos formatos tradicionais em vídeo longo e publicações estáticas, o crescimento de vídeos curtos em plataformas como Reels e Shorts tem alterado a forma como o conteúdo financeiro chega ao público, especialmente entre gerações mais jovens. Esse formato exige que o criador sintetize conceitos muitas vezes complexos em poucos segundos, o que traz o desafio de manter a precisão da informação sem simplificar demais a ponto de distorcer o conceito original. Influenciadores que conseguem equilibrar clareza e profundidade nesses formatos curtos tendem a atrair audiências maiores, mas o público deve estar atento para buscar aprofundamento em outros formatos antes de tomar decisões financeiras baseadas apenas em um vídeo de alguns segundos.

Metodologia do relatório e sua relevância para o mercado

O relatório FInfluence é construído a partir do monitoramento sistemático de perfis públicos em múltiplas plataformas, combinando dados quantitativos de alcance e engajamento com uma avaliação qualitativa sobre a natureza do conteúdo publicado por cada criador analisado. Essa combinação de métodos busca ir além da simples contagem de seguidores, capturando também a consistência e a relevância do conteúdo ao longo do tempo. Para o mercado financeiro como um todo, esse tipo de mapeamento serve como termômetro sobre quais temas e formatos mais ressoam junto ao público brasileiro, informação que reguladores, instituições e os próprios criadores de conteúdo podem usar para orientar suas estratégias de comunicação nos períodos seguintes.

Perguntas frequentes sobre o ranking de finfluencers

O ranking considera apenas o número de seguidores? Não. O relatório FInfluence leva em conta engajamento, volume de publicações e outros critérios qualitativos, além do tamanho da audiência de cada perfil analisado. Seguir um influenciador bem ranqueado garante decisões financeiras corretas? Não necessariamente. O ranking mede relevância e alcance, não a adequação do conteúdo ao perfil de cada seguidor, que deve sempre avaliar suas próprias necessidades antes de agir. Empresas de mídia concorrem com influenciadores independentes no mesmo ranking? Não; o relatório separa perfis pessoa física de canais corporativos, como veículos de imprensa e instituições financeiras, justamente para permitir comparações mais justas dentro de cada categoria.

Leituras relacionadas

Nenhum comentário ainda

Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Entre com sua conta Canverly para comentar. Você pode usar a mesma conta em qualquer site da rede.

Entrar com Canverly